Expediente
  • AnoI
  • EdiçãoNº 001
  • PraçaJoão Pessoa
Irapuan Sobral Filho
Advogado · Escritor
Dramaturgo · Compositor
Parahyba do Norte

Ramos & Rosas

folha de letras, de leis e de lembranças
O Tempo
João Pessoa
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Caderno · O Autor

Quem escreve

Advogado, escritor, dramaturgo e compositor. Nascido em Jatobá, hoje São José de Piranhas, vive em João Pessoa e milita nos Tribunais Superiores em Brasília.

Clichê
retrato do autor
meio-tom 85 lpi

Irapuan Sobral Filho. Retrato a fornecer pelo autor.

Os seis ofícios

Há quem escreva para explicar o mundo e há quem escreva para devolvê-lo inteiro. Irapuan Sobral Filho pertence ao segundo grupo. Advoga perante os Tribunais Superiores; escreve, há mais de uma década, uma prosa que recusa a fronteira entre a crônica e o poema.

Sua língua é telúrica. Convoca Branca Dias e Anayde Beiriz, o Sanhauá e as Icamiabas, a ribeira do Piranhas e a Várzea de Jatobá. Não usa o sertão como cenário para citação erudita: faz o movimento contrário, traz o mundo para dentro da cidade pequena. O universal é obrigado a passar pela esquina.

O centro da obra é um lugar. Jatobá, a antiga povoação que hoje se chama São José de Piranhas, aparece três vezes e em três linguagens — no livro de memórias de 2019, no álbum gravado com Demetrius Faustino em 2023 e em pelo menos quatro faixas do disco de 2025. Não é reincidência: é método.

O mesmo autor que reconstrói causos de bar e apelidos de rua sustenta oralmente no Pleno do Supremo Tribunal Federal e saúda cidadãos na Assembleia Legislativa da Paraíba. São três tribunas — o palco, o plenário e a página — e em todas ele faz a mesma coisa: devolve às pessoas comuns o direito de permanecer.

Cada texto se encerra com uma saudação em tupi-guarani. Não é adorno: é declaração de origem.

Nesta terra os rios são tratados no feminino. E não é por acaso: é porque geram. É deles que o mar se alimenta. Saudação na Assembleia Legislativa da Paraíba
De onde vem

Jatobá, hoje São José de Piranhas, no alto sertão da Paraíba. A ribeira do Piranhas, o Riachão, o Poço Cajueiro e a Várzea de Jatobá são topônimos recorrentes na obra — geografia real que virou geografia literária.

Onde publica

Coluna semanal no portal O Norte Online, herdeiro do nome do histórico jornal paraibano fundado em 1908. Livros na Amazon, em papel e em edição digital. Discos no Spotify e no YouTube.

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